Filme é um engodo inverossímil que serve bem ao propósito da Igreja Crista (católica e protestante) em fazer sua campanha mundial contra o aborto. O filme é no mínimo, sendo muito compreensiva, uma pérola do quilate de Tropa de Elite com sua proposta para lá de oportunista e ambúgua de mostrar a cara da polícia. Só classe média não conhece a cara da polícia. E só algo que está muito longe do aborto clandestino para fazer um filme como este. Vejamos. Não se trata aqui de atuação ruim. De forma alguma, mas de fatos sem base real. Ninguém faz um aborto como este da forma como foi feito e sai da situação como alguém que apenas se sentiu mal por ter comido algo estragado.
Este é mais um dos enganos que ninguém percebe. Ele é sutilmente reacionário, como: Obrigado por fumar, com sua moralzinha delirante e relativista.
Em suma: um abuso da confiança da platéia.
Este blog já sofreu inúmeras transformações. Foi criado como espaço de críticas de filmes. Depois agregou pequenos comentários sobre algum fato da situação nacional ou internacional. Também teve crítica de teatro, apenas duas, mas teve. E agora será utilizado novamente com o princípio norteador do cinema. Ora trazendo comentários sobre filme, mas sobretudo armazenando vídeos relacionados ao conteúdo didático do jovem.
Clique Porta-curtas Petrobrás - Nestes links, o internauta tem acesso a filmes de curta-metragens - até 30 minutos - que tem relevância para o debate em sala e também extrassala de aula. Já na coluna à direita abaixo há uma seleção de vídeos que estão disponíveis no Youtube e também oferecem conteúdo compatível com o programa de História e de Sociologia, bem como, outras áreas afins.
- 10 Centavos - 19 minutos
- A Pessoa é para o que ele nasce - 7 minutos
- A obsolescência programada - A História da duração das mercadorias, da geração do consumismo
- Ilha das Flores - 13 minutos
- Lota Macedo Soares - A paisagista e urbanista que criou o Parque do Botafogo
- O Dia que Dorival encarou o guarda - 12 minutos
- Vidas no lixo - 15 minutos
O que é um documentário?
sábado, fevereiro 23, 2008
O Signo da cidade
A cidade de São Paulo é o personagem que engole, mas dá alento. O problema é que a cidade só tem vida se as pessoas que estão abrigadas em seu interior também tiverem. E nisso o filme se perde. Os personagens, não todos é verdade, parecem querem ganhar vida, mas não conseguem... naufragam na má direção.
A garota que acaba de passar por um aborto é tão convincente quanto alguém que acaba de sair de uma rave. É muito falsa sua atuação. É vergonhosa, mesmo para quem não é ator. Aliás, era tão falsa que cruzei com a atriz hoje pelo centro de São Paulo e ela estava com a mesma cara de quando tinha acabado de fazer o aborto no filme. Uma penas... tantas atrizes ótimas.
O cafajeste é vivido por um ator tão ruim que deveria mesmo é ter ficado fazendo ponta nos programas de telecurso 2000.
Mas há momentos verossímeis...
Demorei a escrever para não ser demolidora, mas vejo que a opinião não foi impressionista.
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