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O que é um documentário?

sábado, fevereiro 23, 2008

O Signo da cidade

Está escrito que um bom argumento pode render ótimos filmes, mas o que acaba por garantir o êxito é mesmo a interpretação. Assim com um poema mal declamado perde seu encanto, um argumento mal explorado, mal dirigido: fica à deriva. Assim é O Signo da cidade.
A cidade de São Paulo é o personagem que engole, mas dá alento. O problema é que a cidade só tem vida se as pessoas que estão abrigadas em seu interior também tiverem. E nisso o filme se perde. Os personagens, não todos é verdade, parecem querem ganhar vida, mas não conseguem... naufragam na má direção.

A garota que acaba de passar por um aborto é tão convincente quanto alguém que acaba de sair de uma rave. É muito falsa sua atuação. É vergonhosa, mesmo para quem não é ator. Aliás, era tão falsa que cruzei com a atriz hoje pelo centro de São Paulo e ela estava com a mesma cara de quando tinha acabado de fazer o aborto no filme. Uma penas... tantas atrizes ótimas.

O cafajeste é vivido por um ator tão ruim que deveria mesmo é ter ficado fazendo ponta nos programas de telecurso 2000.

Mas há momentos verossímeis...

Demorei a escrever para não ser demolidora, mas vejo que a opinião não foi impressionista.

domingo, janeiro 06, 2008

Cinema (francês) fácil e bom, e cinema brasileiro bem feito



Na linha, vamos ao cinema para encontrar respiro para a alma, Conversas com meu jardineiro vem bem a calhar. Um filme bom e fácil. Profundo, simples e que dispensa o fástio que tem dado linha a alguns filmes franceses. Alguns, não todos, muito embora haja excesso naqueles que enveredam por tal caminho.

Outra opção para entretenimento é Meu nome não é Johnny com Selton Mello, sempre ótimo, interpretando um personagem real que conseguiu se safar de penas cruéis aplicadas aos traficantes.
Não há nenhuma relação com o filme de José Padilha, ainda bem, e a direção tem clareza que o fato de ser branco de classe média fez a diferença no destino real do protagonista. Não há moralismo, mas a idéia do bom garoto que não agiu com truculência pode parecer uma opção, que sabe-se não existe. É o famoso pacote. Tem de comprar tudo, sem flexibilizar. É certo que o tráfico mudou em uma década e meia, mas andar desarmado deve ter sido para bem poucos.
Selton Mello é genial, mas sua atuação em O Cheiro do ralo ainda é antológica.
Gislene Bosnich